O dia em que o Estrela Polar encontrou uma criança aidética no lixo

Alexandre D´Assumpção

Segundo o Guia do Mochileiro das Galáxias, Alexandre D’assumpção, ou The Sumpa, é praticamente inofensivo. Apesar de todas as lendas a seu respeito, ele é apenas um professor Nerd, redator, roteirista de quadrinhos e audiovisual que nos anos 80 pediu carona para uma cabine azul e desde então, tem vivido suas aventuras através do espaço/tempo. Para facilitar a viagem, tornou-se mestre Zen na arte de ter um rosto tão comum que todos sempre o cumprimentam imaginando se tratar de outra pessoa; normalmente ele mesmo. Dono de uma péssima memória, ele nunca se lembra de detalhes importantes como rostos, grupos que passou nem dos inimigos que ameaçam sua vida, o que é péssimo quando ele os encontra em becos escuros. Sua toalha é customizada e ostenta a máscara da Iniciativa Gambate, empresa criada por ele para levar a cultura Pop a todos aqueles que dela precisarem, estejam onde estiverem. De tempos em tempos ele reverte a polaridade de sua chave de fenda sônica e leva algum compannion para passeios transmídia, seja em eventos, festivais ou programas de TV. No caso de um avistamento, principalmente se The Sumpa for a personalidade dominante, espere o inesperado e corra para sobreviver.

2 Responses

  1. Miguel Almeida disse:

    A questão da visão limitada de ser humano, vigente hoje, por termos acesso a todo tipo de informação, é pior do que a que existia nos anos 80, aonde muitos eram ignorantes e estúpidos. A hipocrisia da aceitação e a falta de maturidade são instrumentos de disseminação do preconceito contra as atitudes de identidade, principalmente a sexualidade que é alvo dos “santificados” idolatras e evangélicos sem discernimento quanto a sua própria condição de homem/mulher ou outro gênero, e quando essa postura falha, transformam-se em políticos revanchistas com tinturas de representantes de Deus e da boa conduta da sociedade. Piada pronta.
    Essa exposição qualitativa do Estrela Polar dignifica o caráter daqueles que são marcados como minorias e proporciona espaço a questionamentos de quem se vê como normal ou inibido, consciente ou vitimizado, para que não cause a outros aquilo que diz ser errado. Parabéns aos autores pela iniciativa. Tenho 62 anos e acompanho as aventuras da Tropa Alfa, desde a era da praga gay. Muito Obrigado.

    • Oi, Miguel. Tudo bem? Sumpa aqui.
      Cara, chegamos num momento delicado e polarizado em que nada pode ser discutido, o que é complicadíssimo.
      Como diria o porco Napoleão: “Hoje em dia, somos todos iguais, mas uns mais iguais que os outros”. Vivemos uma liberdade ilusória que depende das pessoas com quem você anda naquele momento. É o caso do filme do Gentilli, que na época, passou batido e virou polêmica cinco anos depois, só porque ele trocou de amizades.
      Isso tem mais a ver com o que você falou do que com qualquer outra coisa, uma vez que a tal cena polêmica, que poderia ter sido tirada, passou sem grandes problemas.
      A sexualidade do Estrela Polar foi varrido pra debaixo do tapete em mais de uma situação e essa história foi a segunda vez que tentaram usá-lo para falar sobre a AIDS, que foi o COVID dos anos 80. Um COVID direcionado a um grupo específico, ainda assim, um bicho papão que assombraria quem não se comportasse direito. Isso aumentou o preconceito contra pessoas que só queriam viver suas vidas e não faziam mal a ninguém. Tirar o personagem do armário e transformá-lo num porta-voz da causa acabou dando uma profundidade a um personagem que ninguém sabia o que fazer com ele.
      Não sei se essa é a primeira matéria nossa que você lê, mas aqui no Metalinguagem sempre tentamos levantar questões pertinentes.
      Se foi seu primeiro texto, seja bem-vindo. Convido-te a conhecer nossos outros textos.

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